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Singapura: uma porta de entrada para a Ásia

O Sudeste asiático é um mercado pouco explorado no Brasil, tanto que a maior parte dos brasileiros ainda relaciona a região a praias e outras belezas naturais. Entretanto, a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), bloco econômico de mais de 600 milhões de pessoas e que engloba dez países, tem uma economia de US$ 2,6 trilhões e que cresceu 300% desde 2001. Estima-se que, somados, os países da Asean serão a quarta maior economia do mundo em 2030, com um crescimento médio de 5% ao ano nos próximos dez anos. 

No coração da Asean, há uma metrópole cosmopolita que nada deve às grandes cidades globais que ocupam o imaginário popular, como Nova Iorque, Londres e Tóquio. Antiga colônia britânica, uma pequena ilha sem recursos naturais e com uma complexa relação geopolítica com seus vizinhos (até hoje, importa água da Malásia e energia da Indonésia), Singapura tornou-se um país independente em 1965 com a certeza de que não poderia se satisfazer com um nível de desenvolvimento econômico semelhante ao dos demais países da região. 

Inspirada nas melhores práticas adotadas pelas principais economias do planeta, o esforço de fazer mais e melhor deu resultado: Singapura é, hoje, líder global em temas como qualidade da educação, facilidade para fazer negócios, disponibilidade de mão de obra qualificada e grau de inovação na economia. Com uma economia aberta para o comércio global, um dos principais portos do mundo, um aeroporto que recebe mais de 7 mil voos por semana e contando com investimentos de mais de 36 mil grupos internacionais, Singapura é o lugar ideal na Ásia para aqueles que desejam ter uma base para investir ou vender produtos na região: enquanto a população é cosmopolita, adota o inglês como seu principal idioma e está acostumada à convivência com ocidentais, o sistema jurídico inspirado na common law britânica funciona e garante a proteção do empreendedor - recentemente, o sistema de proteção de propriedade intelectual do país foi considerado o quarto mais desenvolvido do mundo. Tudo isso faz com que Singapura seja chamado pelos estrangeiros que lá vivem como "a Ásia para principiantes". 

O fluxo de investimentos brasileiros na Ásia ainda é pequeno, e é compreensível que nossos empresários olhem quase que exclusivamente para a China ao avaliar aquele mercado. Entretanto, a China apresenta desafios linguísticos, culturais e até de proteção à propriedade intelectual que, muitas vezes, impedem que investimentos sejam levados adiante. Por tudo isso, vale a pena ter Singapura em mente sempre que se estiver buscando uma porta de entrada para a Ásia, principalmente para o Sudeste asiático.